Pode-se dizer que a viagem Rio-Mendoza-Rio encerrou-se em
Foz do Iguaçu, uma vez que nosso objetivo era percorrer o litoral sul do Brasil
e, superficialmente, o Uruguai e o norte da Argentina. Os objetivos propostos
foram plenamente alcançados. Assim, o percurso entre Foz do Iguaçu e o Rio de
Janeiro foi apenas “para cumprir tabela” sem nenhum outro objetivo além de
retornar ao lar. Portanto não há nada de especial para relatar sobre o trecho
percorrido. Limitamo-nos a dividir o
percurso em trechos equivalentes para não ficar muito cansativo. Desta forma
elegemos para pernoitar as cidades de Maringá, Avaré e São José dos Campos, nas
quais nos hospedamos respectivamente, nos hotéis Bristol, Estância Avaré e
Monreale, todos de ótimo padrão, ideais para recuperar a energia da desgastante
viagem.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2017
segunda-feira, 9 de janeiro de 2017
De Foz do Iguaçu a Maringá
Continuando nosso viagem de volta, fizemos hoje o trecho entre Foz do Iguaçu e Maringá. 400 km de plantação de soja! Somente no Centro Oeste vi tanta soja. Hoje sentimos na pele o que é andar nas estradas do Brasil atulhadas de caminhões. Já começo a sentir saudades das retas intermináveis das planícies argentinas! De resto a viagem continua tranquila, salvo por um prêmio inesperado que recebemos próximo a Maringá: uma pedrinha minúscula bateu em nosso para-brisa e causou uma pequena fissura que, pelas suas características e por experiências passadas certamente se transformará em uma rachadura que nos levará a trocar o para-brisa do veículo. Coisas de viajante!
Hospedamo-nos hoje no Hotel Bristol em Maringá.
Hospedamo-nos hoje no Hotel Bristol em Maringá.
domingo, 8 de janeiro de 2017
De Paso de los Libres a Foz do Iguaçu
Temos sofrido um pouco com a
internet nesta viagem. Ontem mais uma vez não tivemos cobertura de internet.
Assim, a postagem de hoje refere-se aos dias 7 e 8 de janeiro. Ontem fizemos o
trecho entre Paso de los Libres e El Soberbio. A ideia era conhecer as reduções
jesuíticas argentinas localizadas na região, Yapeiú, San Tomé, Apostoles,
Concepcion e Santa Maria. As visitas não nos mostraram nada de especial. Não há
mais vestígios da presença dos jesuítas que mereçam atenção. Essa parte da
história foi apagada! No final do dia de ontem a segunda decepção; A ideia era
pernoitar em El Soberbio, atravessar hoje o Rio Uruguai e visitar hoje o Salto
Yucumã, no Parque do Turvo, em Derrubadas, RS.
A decepção: o serviço de balsas não funciona no domingo! Falha em nosso
planejamento! Deixa para outra oportunidade.
Hoje, dia 8, uma nova decepção.
Começamos o dia indo até o salto Mocona (é o mesmo Salto Yucumã que na
argentina toma outro nome) para fazermos o passeio de barco até a parte baixa
do salto. Era uma maneira de compensar a impossibilidade de ver o salto a
partir do Brasil. Azar, o Rio Uruguai estava muito cheio e o passeio de barco
estava suspenso! 2 x 0 para o Salto Mocona/Yucumã! Não há de ser nada voltaremos
para visitá-lo.
Após a visita frustrada ao Salto Mocona,
retomamos a viagem até Foz do Iguaçu onde pernoitaremos hoje.
Durante o percurso visitamos o
Parque Provincial do Salto Encantado onde fotografamos o salto de mesmo nome.
Na ausência do Yucumã....vamos de Salto
Encantado!
A caminho do Salto Mocona
Salto Encantado
sexta-feira, 6 de janeiro de 2017
De Paraná a Pasos de Los Libres
A viagem de hoje, como a de ontem, foi tranquila. Tranquila e monótona, para não fugir à regra das estradas argentinas: retas intermináveis, relevo uniforme e vegetação arbustiva. As características das estradas continuam inalteradas: raros postos de serviços, ausência de restaurantes ou, mesmo, pontos de apoio aos viajantes e - muita - presença de policiais. Aqui vale um registro que contraria o que dizem da polícia argentina: fomos parados mais de 10 vezes nas estradas e em todas elas os policiais foram educados e limitaram-se muitas vezes a indagar para onde íamos e a desejar boa viagem.
Amanhã pretendemos conhecer algumas missões jesuíticas argentinas no trecho entre Pasos de Los Libres e El Soberbio, onde pernoitaremos antes de reingressar no Brasil.
Amanhã pretendemos conhecer algumas missões jesuíticas argentinas no trecho entre Pasos de Los Libres e El Soberbio, onde pernoitaremos antes de reingressar no Brasil.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2017
De Córdoba a Paraná
Continuando
nossa viagem de retorno ao Brasil, fizemos hoje o trecho de aproximadamente 400
km entre Córdoba e Paraná, capital da Província de Entre Rios. Mais uma vez a
viagem foi tranquila, não obstante a monotonia do relevo uniforme e das retas
intermináveis das rodovias. Apesar da tranquilidade da viagem, convivemos o
tempo todo com alagamento das margens e dos cultivos provocado pelas fortes
chuvas que caíram no norte da Argentina. Interessante é que a chuva esteve
sempre próxima de nós, mas em nenhum momento nos atingiu. Tem alguém lá em cima
olhando por nós! A cidade de Paraná fica às margens do Rio Paraná e tem o rio
como principal atrativo. É às margens do rio que são desenvolvidas a maioria
das atividades voltadas ao entretenimento: praia, caminhadas, jogos, remo, etc.
O que chama a atenção é a imensa área verde na orla do rio transformada em parque.
Cidade de Paraná
quarta-feira, 4 de janeiro de 2017
Explorando Córdoba
Com
a visita à cidade de Córdoba, da qual sairemos amanhã com destino a Paraná, conhecemos
– ao menos superficialmente – as 5 principais cidades do norte da Argentina: Córdoba,
Rosário, Mendoza, Santa Fé e Corrientes. De todas elas Córdoba foi a de que
mais gostamos. Não que possua alguma beleza especial que a distingue, porém, em
nossa opinião é a cidade mais palpitante da Argentina, fora Buenos Aires. É
notável a quantidade de pessoas nas ruas, especialmente na área restrita a
pedestres. Também notável são os prédios grandiosos do centro histórico,
herança da cultura espanhola. Uma característica que chama a atenção é a grande
quantidade de galerias comerciais. Somente na área de pedestres contamos mais
de 50 galerias, em geral comunicando mais de uma rua.
Catedral
Igreja dos Capuchinhos
Comércio
terça-feira, 3 de janeiro de 2017
Retornando ao Brasil
Ontem, dia 2 de janeiro, iniciamos a viagem de volta ao Brasil. No dia de ontem fizemos o trecho entre Mendoza e Lujan, em um percurso total de cerca de 300 km. Lujan não possui nada de especial. A escolha do lugar para pernoitar foi devido a sua localização estratégica, a meio caminho entre Mendoza e Córdoba. O trecho percorrido ontem não possui nenhum atrativo, ao contrário, o tempo todo viajamos em uma estrada em meio a uma região semiárida, cuja vegetação em muito lembra a caatinga do nordeste do Brasil. Na verdade ratificamos o que tínhamos percebido em nossa viagem de carro à Patagônia em 2012: A Argentina é formada predominante por campos semiáridos, quase desérticos.
Hoje, 3 de janeiro, fizemos o trecho entre Lujan e Córdoba, de aproximadamente 300 km. Ao contrário de ontem, a viagem de hoje foi feita - em parte - por uma das estradas mais bonitas da Argentina, entre Vila Dolores e Córdoba, especialmente entre a vila de Mina Clavero e Córdoba, onde a ruta 34 atravessa a montanha e nos leva a mais de 2,000 de altitude em meio a paredões rochosos e mirantes de tirar o fôlego.
Pernoitaremos em Córdoba por duas noites e depois seguiremos viagem até a cidade de Paraná, capital da região de Entre Rios.
Ruta 34
Hoje, 3 de janeiro, fizemos o trecho entre Lujan e Córdoba, de aproximadamente 300 km. Ao contrário de ontem, a viagem de hoje foi feita - em parte - por uma das estradas mais bonitas da Argentina, entre Vila Dolores e Córdoba, especialmente entre a vila de Mina Clavero e Córdoba, onde a ruta 34 atravessa a montanha e nos leva a mais de 2,000 de altitude em meio a paredões rochosos e mirantes de tirar o fôlego.
Pernoitaremos em Córdoba por duas noites e depois seguiremos viagem até a cidade de Paraná, capital da região de Entre Rios.
Ruta 34
domingo, 1 de janeiro de 2017
De frente para o Aconcágua
Hoje a cidade de Mendoza amanheceu sem vida. Possivelmente todos estavam curtindo a ressaca da véspera. Como não tomamos nenhum porre no reveillon e acordamos cedo, decidimos fugir da monotonia da cidade dando uma "esticadinha" de 200 km - e outros 200 km para voltar - até o Parque Provincial do Aconcágua, próximo à fronteira com o Chile para tentar fotografar o Aconcágua, o pico mais alto das Américas, com quase 7.000 metros de altitude. O tempo amanheceu nublado o que nos deixou um pouco frustados, entretanto, no alto das montanhas o céu limpou permitindo-nos tirar belas fotos, como mostramos a seguir.
Pico do Aconcágua
Puente del Inca
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